O ponto de partida é o MARCO
REFERENCIAL, onde todos os envolvidos no processo de alfabetização, construirão
as bases onde os alunos irão aprender, serve para resgatar a visão de mundo, os
sonhos, apontar as utopias de cada um deles.
Perceber que o aluno já lê o
mundo, mostrar e ampliar com eles essa leitura de mundo levará consequentemente
a construção do processo de leitura e escrita. Como Hara, “quando aceitamos que
o homem seja sujeito na compreensão do mundo, aceitamos que também o seja na
construção do seu conhecimento sobre a escrita, uma parcela do conhecimento
social.”
Ao provocarmos em sala de
aula a leitura de mundo estaremos aproximando criticamente da realidade. No
vídeo, quando os alunos mesmo sendo moradores da comunidade, saíram para
conversar e pesquisar sobre os problemas do bairro, trouxeram para a sala de
aula um riquíssimo material de pesquisa. Assim mostrou aos alunos que a Escola
não está a parte e isolada da comunidade.
A leitura de mundo permite
compreender o contexto, ir além dele para buscar soluções e desenvolve a
capacidade do aluno se assumir como membro da sociedade e como agente
transformador deste espaço. Pois como muitos deles por serem analfabetos não se
permitiam fazer parte da comunidade.
Paulo Freire afirma que é
importante aprender a pensar, pensar sobre a realidade e não o pensamento.
Assim a construção do conhecimento deve se considerar a dimensão da razão e emoção,
favorecendo a troca entre as pessoas.
O Erro fará parte da
construção da escrita, muitas vezes nós educadores nos horrorizamos com as hipóteses
que um adulto apresenta, mas ele passará exatamente pelo mesmo processo que uma
criança.
Quando propormos uma sala de
aula com debate e troca estaremos ampliando as possibilidades de compreensão do
mundo.
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