sábado, 5 de dezembro de 2015

REPENSANDO A ESCOLA

Estou eu elaborando o texto do WORKSHOP, dou uma "pausa", uma espiadinha rápida no Facebook, olha o texto que eu encontro:

Ciência sem fronteiras

Esses dias, no carro, a Anita estava meio cabisbaixa. "Não vou poder ser cientista, como eu tinha planejado", ela me disse. Eu perguntei o motivo. Ela disse que, depois de um começo de fantásticas aulas na disciplina de ciências, os assuntos tinham ido pra um lado que ela não tinha o menor interesse. "Não gosto mais de ciências. Não posso mais ser cientista", falou chorando.

De todas as frustrações que tenho no mundo, a maior delas é com relação à educação das minhas filhas. Minhas filhas, de dez e três anos, estudam da mesma forma que eu estudei, que foi a mesma forma que a minha mãe estudou: com um quadro negro e apostilas. Na era do videogame, do iPad e do smartphone, minhas filhas estudam copiando lições, decorando frases prontas, escrevendo em folhas de papel.

A escola simplesmente não conseguiu acompanhar o mundo. Hoje temos um poço de conhecimento infinito - a internet - e minhas filhas podem aprender sobre o que quiserem, a hora que quiserem. A mais velha aprende japonês em um aplicativo. A mais nova aprendeu a contar em inglês com um desenho do Netflix. A mais velha entendeu parábolas matemáticas com um vídeo no Youtube. A mais nova aprendeu a escrever seu próprio nome no bloco de notas do computador. E nenhuma dessas coisa aconteceu na escola.

A internet permite que minhas filhas estudem qualquer matéria. Não existe mais lógica em uma educação segmentada em matérias, descolada da vida real. Não existe mais lógica em divisão por séries, por idade. Se minha filha de 10 anos quiser estudar as matérias do terceiro ano, qual o problema? O que a impede?

Não a toa, escolas europeias experimentam uma educação mais integrada, que explica os acontecimentos ensinando história, geografia e matemática, tudo misturado. Crianças não são divididas pela idade, mas pelos interesses e dificuldades de aprendizado. Mais tecnologia na sala de aula. Mais educação à distância. Mais informações dentro do celular dos jovens. É ali que eles passam a maior parte do tempo.

Não é a escola que ficou chata: o mundo é que ficou incrível. Vai por mim, filha. Você pode ser o que você quiser.

Esse texto foi escrito pelo PIANGERS, vale a pena conferir.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

CRIANÇAS ADULTAS...


            Fiz a seguinte busca no google: “propagandas com crianças”. O segundo site sugerido apresentava vídeos de propagandas com crianças. Só assisti o vídeo 5, muito inusitado pelo título: Crianças namorando para ilustrar a propaganda da Claro. O vídeo pode ser encontrado no link abaixo.

            Nesse vídeo temos a representação de uma relação de casal, com a cobrança feminina enaltecida, e com a desculpa masculina sendo preconizada.
            Será que não podemos criar uma sociedade em que as relações se estabeleçam com respeito e amor?
            Essa propaganda traz o conceito de que a mulher precisa ser cuidada e protegida, o homem precisa constantemente estar “bajulando” a mulher. E que a mulher tem que fazer cobranças no relacionamento.
            E o fato de ser um casal de crianças que estimo não ter mais de 8 anos, estarem encenando uma situação de adulto, estamos tirando a ingenuidade que tanto a sociedade prega. 

CONSUMO INFANTIL OU SATISFAÇÃO ADULTA?


Na semana passada, quando voltava para casa com meu esposo, discutíamos como faríamos a educação de nosso filhos. Meu esposo me questiona: Com que idade iremos dar eletrônicos (tablet, celular, vídeo game) aos nossos filhos? Eu sem ter lido nada sobre o consumo, tenho em mente, que isso é brinquedo para adolescente. Respondo: Criança precisa ganhar brinquedos, além disso, muito colo, muita brincadeira junto, precisa ganhar o meu tempo junto e com qualidade.

Penso que educar uma criança pós-moderna, seja algo muito difícil de fazer hoje, dentro da perspectiva que eu acredito. Sem deixar se guiar pela mídia e pelo consumo extravasado. Começa pelo NEWBORN, uma colega grávida, falando da dificuldade financeira, diz: Mas não dá para não fazer, isso é muito importante para a criança. Como assim? Importante para a Criança? Calma a criança neste momento precisa de ter a mãe muito perto dela. Se tiver fotos de celular mesmo futuramente, que ótimo, mas o que ficará e valerá para a formação dela é todo o contato com a família.
Entre o nascimento e o primeiro ano de vida, muitas exigências estabelecidas pelo consumo, o valor das peças de roupas, a qualidade da fralda, o lenço umedecido, a escolha da escola infantil, se duvidar alguns pais já estão colocando na escola que o filho poderá frequentar o Ensino Médio, com excelência em preparação para o ENEM e o Vestibular. E a festa de aniversário? Um evento que custa muito mais que casamento. Com a justificativa de que a criança precisa disto.
Será que a criança pós –moderna não está precisando investimento nela mesmo? Se a cada real gasto com educação, roupas, brinquedos, festas, revertêssemos 1 minuto sentado no chão, brincadeiras na pracinha, tempo para jogar conversa fora, dar risada juntos, isso tornaria a criança mais tranquila, mais feliz, estaríamos desenvolvendo valores em família com ela.
A tarefa de educar uma criança não é fácil, há um provérbio africano que diz “é necessário uma comunidade inteira para educar uma criança”.
Investir mais tempo com a criança, tornando os momentos sólidos, e ensino a lidar com a liquedez que vivemos, é algo urgente.


Penso que primeiro somos nós os adultos que colocamos essas necessidades de consumo na criança, por que todas as meninas precisam hoje ter festa vestida de princesa? Por que hoje uma criança para ir ao restaurante precisa ter um tablet na frente? Será porque nós adultos não estamos dispostos a conversar com essa criança, gastar um tempo e brincar com os palitos, propor situações para imaginar?
Vejo que as crianças estão sempre insatisfeitas, nem terminaram a festa de aniversário, já estão no próximo tema de decoração (seria o fenômeno fluidez, em estágio mais avançado?)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SINOS DE ANYA

Quando faço uma leitura de texto, assisto algum filme do PEAD dificilmente encontro respostas... Normalmente surgem muitas perguntas...

Já assistiram o filme Sinos de Anya? Vale a pena assistir, se és professor(a), com certeza muitas perguntas irão surgir...



Minhas perguntas:

Como não errar na escola?

Já tenho esse espírito de estar perto dos com maior dificuldade, de ir lutar e mostrar o quanto eles podem, como fazer isso melhor? E com todos?

Quanto problema social existe, e precisamos fazer deles uma bela aprendizagem. Os alunos precisam ter uma saúde emocional, que muitas vezes nós adultos não temos, para superar as suas dificuldades. Trabalhar as emoções na escola seria uma boa opção?

Qual o momento certo de encaminhar um aluno para uma avaliação? OU nós mesmos professores podemos avaliar?