terça-feira, 21 de junho de 2016

APRENDENDO LIBRAS


Esse semestre tenho um desafio, aprender a Língua Brasileira de Sinais além de entender um pouco da trajetória dos Surdos no Brasil.
É o primeiro contado com LIBRAS, a metodologia utilizada pelos professores da disciplina é dinâmica e de fácil compreensão. Assisto os vídeos diversas vezes. Estou conseguindo compreender alguns sinais.
O site com jogos para fixação do alfabeto e das palavras tenho utilizado diariamente, para intensificar os estudos. 
Para um primeiro contato esses jogos são ótimos, sugiro uma vista nesse site: http://www.surdocidadao.org.br/institucional/jogos/ 



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Música na Escola - Algumas sugestões para iniciar o trabalho

    O artigo apresenta atividades diversificadas para auxiliar o desenvolvimento vocal dos alunos, da voz falada à cantada. Além das reflexões sobre as diferentes maneiras de cantar.
   Nosso maior recurso musical é a voz, ela é o nosso instrumento de musicalização.
     Como na maioria das áreas ou conteúdos que trabalhamos na escola, os alunos já possuem conhecimentos prévios, pois ouvem músicas na televisão, na igreja, nas reuniões de família e até cantam junto. Consequentemente há uma diversidade de timbre e tons vocais na mesma turma é necessário que o professor valorize isso em sua sala de aula.
   Cantar, pelo dicionário é: Formar, emitir com a voz sons ritmados e musicais. Hoje em dia está cada vez mais aberto esse conceito, consequentemente todos tem seu próprio conceito do que é cantar e podem entoar seus cantos.
   Podemos iniciar um trabalho de desenvolvimento vocal na sala de aula solicitando que cada aluno pense em uma vogal, cante essa vogal. Assim perceberão as diferentes entonações que possuem na turma.
     As autoras sugerem trabalhar com parlendas, pois é possível explorar os diferentes timbre e colocações vocais, além da entonação de voz, através do trabalho com esse tipo textual, fica mais lúcido a diferença em voz cantada e voz falada.
       A dicção é outro conteúdo a ser trabalhado nas aulas de música, o Trava língua é um ótimo recurso para desenvolvê-la, exige atenção, agilidade oral e ritmo.
    Cantar músicas como a Velha a fiar (https://www.youtube.com/watch?v=JzCMGI7VCv8&feature=related) além de explorar a voz cantada, auxilia no desenvolvimento corporal.
       Outro tipo musical a ser utilizado em sala de aula são as Cirandas, já que desenvolve os conceitos de manutenção de pulsação, métrica musical e expressão corporal.
      Desenvolvendo essas atividades em aula estamos proporcionando aos alunos um amplo conceito de cantar, pois cantamos com o corpo, utilizando diferentes expressões.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Por que as crianças não sabem brincar?

Quantas vezes, nós professores, nos deparamos com uma criança que aos 6 anos não consegue parar para brincar, não sabe brincar? 

Muito me questionei sobre isso, até me conformei com a resposta de que meus alunos não tinha acesso a brinquedos. 

Em um ano, desenvolvi um projeto com o Livro: Um saco de brinquedo, do Autor, Carlos Urbim, tendo como principal objetivo, de criar brinquedos, mostrar possibilidades de como brincar com sucatas. Lembro do vislumbre de muitos alunos quando descobriram que com rolinho de papel higiênico era possível brincar.

Ao ler o texto "As Concepções do Brincar na Psicologia" entendo o porque as crianças se apegam a um ursinho de pelúcia, ou ao bico, ou a mamadeira, ou até a uma fraldinha (o famoso cheirinho), esses objetos são chamados de objetos transicionais, auxiliam a criança a superar a ausência da mãe, a superar pequenas frustrações.

Quando a criança não consegue estabelecer essas relações, segundo os autores do texto:

"A adoção de um objeto transicional contudo, só poderá ocorrer se existir um objeto interno bom (introjeção de  um mãe boa). Se na fase de separação a mãe se afasta e não volta enquanto sua lembrança pode ser garantida, como nos casos de morte ou abandono, sem que haja uma figura substituta de referência para a criança, esta lembrança, se esmaece e o objeto transicional perde o seu sentido. O bebê nesse caso, vive uma experiência de descontinuidade, de ruptura. Não dispõe mais de uma mãe fidedigna que inspira confiança, nem de um espaço potencial. Nesse caso "então não existirá área em que possa brincar ou ter experiência cultural. A criança privada é notoriamente inquieta e incapaz de brincar apresentando um empobrecimento da capacidade de experiência no campo cultural."
O fato das crianças não saberem brincar  está diretamente ligado ao vínculo criado com a mamãe nos primeiros meses de vida. E como eu trabalho em uma realidade em que as crianças não são desejadas, muito menos planejadas, criar o vínculo é muito mais complicado. Por quantas horas essas crianças ficaram chorando, ou esperando para a fralda ser trocada? A mãe simplesmente saia de depois de muito tempo retornava.

Como é importante conversar com os alunos adolescentes sobre isso, até para prepará-los para o seu futuro.

Sonho com um mundo onde mais crianças saibam brincar!