sexta-feira, 1 de junho de 2018

Alfabetização de Adultos


            Para Emílio Ferrero, Paulo Freire recuperou processos de alfabetização que não tinham sidos focalizados convenientemente, ampliando a alfabetização para a dimensão social e política. Com isso surgiu o termo: empowerment, que traduzida para o Português significa: empoderamento ou ainda descentralização de liderança.
                        A pedagogia do empowerment surge em contraposição a educação bancária, será uma educação emancipadora e libertária. Nessa maneira de fazer a educação o educando torna-se sujeito da aprendizagem. O diálogo é definido por Paulo Freire como a troca entre educador e educando, mas essa troca é mais que trocar conhecimentos, como os alunos ensinarem receita ao professor, é sim o professor aprender a ser educador e construir a sua prática com os alunos.
                        Giroux define a alfabetização como um conceito e como uma prática social que devem estar historicamente vinculados, ainda para Paulo Freire que a alfabetização e também o educar é realizar um ato político.
                        Ainda hoje temos dificuldades de encontrar outros teóricos que tenham se dedicado demasiadamente a pensar e estudar a alfabetização de adultos, sendo o Paulo Freire o principal e com maiores escritos e contribuição para a educação.
                        Podemos dizer que a contribuição de Freire foi a necessidade de abandonar o uso da linguagem artificial para alfabetizar, por exemplo a tradicional frase: O vovô viu a uva., e utilizar uma linguagem com significado aos alunos, ser uma linguagem inserida no contexto social dos alunos.
                        É importante salientar que precisamos partir do contexto social, das curiosidades, das necessidades dos alunos, mas é função do educador ampliar para novas questões, provocar a busca pelo conhecimento científico.
                        Freire tornou a alfabetização além da decodificação de letras e sons, mostrou a importância social de ler, compreender, escrever. Ele não apresenta caminhos prontos para os educadores, mas apresenta fortes argumentos para construirmos esses caminhos com os nossos alunos.
                        Enfatiza que a escola precisa ser o centro de referências para discussões da comunidade, tornando real a participação de todos os envolvidos.
                        O educador precisa exercer a sua autoridade dialogando com a liberdade do aluno, construindo a relação de respeito e troca mútua, gerando um ambiente propício para a aprendizagem.

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