O texto: “Técnicas e tecnologias no trabalho com as
operações aritméticas no Anos Iniciais do Ensino Fundamental”, escrito por: Bittar,
Freitas e Pais, fazem uma análise de três eixos: livros didáticos, propostas do
poder público (documentos legais) e as práticas pedagógicas.
Neste texto os autores apresentam fundamentos para análise
das técnicas dos cálculos de adição, subtração, multiplicação e divisão.
- PROBLEMA DIDÁTICO DA SISTEMATIZAÇÃO
A sistematização é considerada uma das maneiras para a
construção do saber. Existe duas vertentes que enfatizam os fatores da
sistematização, uma oposta a outra, na primeira os livros didáticos que
apresentam somente exercícios, deixando para o professor realizar essa
formalização, ocorre o risco do professor seguir friamente o livro didático e a
outra linha é que se detém a todos os fatos da sistematização e apresenta uma
matemática desvinculada da realidade. A função do professor é encontrar o
equilíbrio entre as duas vertentes.
“... Ao trabalhar com a sistematização,
o aluno é levado a desenvolver elementos de uma linguagem objetiva cujas as
possibilidades de aplicação ultrapassam, amplamente, o território das
instituições escolares, ou seja, não basta pensar a sistematização como algo
isolado ou reduzido no contexto escolar.” (Bittar, p.17,2013)
Essa sistematização é
tarefa do professor, o seu planejamento deve contemplar essas questões todas
apontadas.
-
OPÇÕES METODOLÓGICAS
Os autores apresentam que existem três vertentes: aspectos
técnicos, aspectos tecnológicos e a terceira chamada genericamente de “construtivista”.
Nos aspectos técnicos, os livros e até professores, ensinam
a matemática já como uma técnica, com o passo a passo para resolver os
problemas.
Na tendência tecnológica é evidente a preocupação com as
propriedades, os teoremas, demonstrações. (neste link é possível ler sobre
possíveis demonstrações matemática: http://www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti/Mat_Disc_Parte04.pdf).
Já na proposta dita construtivista, leva o aluno a pensar,
aderida principalmente pelos professores dos anos iniciais, os professores dos
anos finais geralmente apresentam dificuldades em fazer essas reflexões, neste
vertente também existe extremos.
No momento da escolha da vertente, passa pela formação do
professor, apresentamos dificuldade de mudar de uma para outra.
O que deveria ser levado em conta, nesta escolha, seria o
contexto da escola, de que maneiras os alunos aprendem. Pois dentro de cada
tendência acima apresentada tem uma escala de qualidade.