Para
Emílio Ferrero, Paulo Freire recuperou processos de alfabetização que não
tinham sidos focalizados convenientemente, ampliando a alfabetização para a
dimensão social e política. Com isso surgiu o termo: empowerment, que traduzida
para o Português significa: empoderamento ou ainda descentralização de liderança.
A
pedagogia do empowerment surge em contraposição a educação bancária, será uma
educação emancipadora e libertária. Nessa maneira de fazer a educação o educando
torna-se sujeito da aprendizagem. O diálogo é definido por Paulo Freire como a
troca entre educador e educando, mas essa troca é mais que trocar
conhecimentos, como os alunos ensinarem receita ao professor, é sim o professor
aprender a ser educador e construir a sua prática com os alunos.
Giroux
define a alfabetização como um conceito e como uma prática social que devem
estar historicamente vinculados, ainda para Paulo Freire que a alfabetização e
também o educar é realizar um ato político.
Ainda
hoje temos dificuldades de encontrar outros teóricos que tenham se dedicado demasiadamente
a pensar e estudar a alfabetização de adultos, sendo o Paulo Freire o principal
e com maiores escritos e contribuição para a educação.
Podemos
dizer que a contribuição de Freire foi a necessidade de abandonar o uso da linguagem
artificial para alfabetizar, por exemplo a tradicional frase: O vovô viu a
uva., e utilizar uma linguagem com significado aos alunos, ser uma linguagem
inserida no contexto social dos alunos.
É
importante salientar que precisamos partir do contexto social, das
curiosidades, das necessidades dos alunos, mas é função do educador ampliar para
novas questões, provocar a busca pelo conhecimento científico.
Freire
tornou a alfabetização além da decodificação de letras e sons, mostrou a
importância social de ler, compreender, escrever. Ele não apresenta caminhos
prontos para os educadores, mas apresenta fortes argumentos para construirmos
esses caminhos com os nossos alunos.
Enfatiza
que a escola precisa ser o centro de referências para discussões da comunidade,
tornando real a participação de todos os envolvidos.
O
educador precisa exercer a sua autoridade dialogando com a liberdade do aluno,
construindo a relação de respeito e troca mútua, gerando um ambiente propício
para a aprendizagem.