A escola desde do advento da
inclusão tem a obrigação de ser o espaço que priorize o desenvolvimento
integral de todos os alunos.
Mas ainda em 2017 temos
muitas barreiras a serem derrubadas, muitos crocodilos internos a serem
desmitificados para que possamos avançar e proporcionar uma educação de
qualidade a todos.
Nós quanto educadores
propagamos mitos sobre o processo de inclusão, basta ouvir as conversas em sala
de professores que já percebemos o tamanho do caminho que ainda precisamos
trilhar.
O principal mito que ajudamos
a propagar é que a escola não tem condições de receber alunos especiais. Que
estes discentes não conseguem aprender, por isso pode passar os dias indo para
escola sem receber qualquer proposta de atividade pedagógica.
Consequentemente alimentamos
em todos os alunos que essa criança pode ficar somente pitando, ficará na sala
do serviço de orientação escolar (SOE) e não precisamos investir em explicar e
ensinar as coisas para ele.
Algumas vezes o mecanismo
utilizado para amenizar o incômodo que a presença do aluno com deficiência nos
causa é o isolamento dele, identificação de que este aluno não tem condições de
permanecer na escola o turno inteiro. Com isso muitos alunos ficam somente até
o recreio, outros vão na escola 3 dias na semana e em casos mais graves vão por
2 horas uma vez por semana.
A minha premissa de como
tratar estas pessoas é de pensar como eu gostaria de ser tratada, de pensar se
fosse o meu filho o que esperaria da escola, ou seja, exercitar a empatia em
primeiro lugar. Após aceitar esse aluno, o segundo passo é buscar leituras e
ajuda para elaborar um plano de trabalho a ser desenvolvido com este aluno.
A inclusão de pessoas com
deficiência na escola regular é desafio que devemos superar juntos:
professores, famílias, equipe técnica, profissionais que atendem o aluno e
secretaria de educação e jamais
isoladamente somente pelo professor.