Na semana passada, quando
voltava para casa com meu esposo, discutíamos como faríamos a educação de nosso
filhos. Meu esposo me questiona: Com
que idade iremos dar eletrônicos (tablet, celular, vídeo game) aos nossos
filhos? Eu sem ter lido nada sobre o consumo, tenho em mente, que isso é
brinquedo para adolescente. Respondo: Criança precisa ganhar brinquedos, além
disso, muito colo, muita brincadeira junto, precisa ganhar o meu tempo junto e
com qualidade.
Penso que educar uma criança
pós-moderna, seja algo muito difícil de fazer hoje, dentro da perspectiva que
eu acredito. Sem deixar se guiar pela mídia e pelo consumo extravasado. Começa
pelo NEWBORN, uma colega grávida, falando da dificuldade financeira, diz: Mas
não dá para não fazer, isso é muito importante para a criança. Como assim?
Importante para a Criança? Calma a criança neste momento precisa de ter a mãe
muito perto dela. Se tiver fotos de celular mesmo futuramente, que ótimo, mas o
que ficará e valerá para a formação dela é todo o contato com a família.
Entre o nascimento e o
primeiro ano de vida, muitas exigências estabelecidas pelo consumo, o valor das
peças de roupas, a qualidade da fralda, o lenço umedecido, a escolha da escola
infantil, se duvidar alguns pais já estão colocando na escola que o filho
poderá frequentar o Ensino Médio, com excelência em preparação para o ENEM e o
Vestibular. E a festa de aniversário? Um evento que custa muito mais que
casamento. Com a justificativa de que a criança precisa disto.
Será que a criança pós
–moderna não está precisando investimento nela mesmo? Se a cada real gasto com
educação, roupas, brinquedos, festas, revertêssemos 1 minuto sentado no chão,
brincadeiras na pracinha, tempo para jogar conversa fora, dar risada juntos,
isso tornaria a criança mais tranquila, mais feliz, estaríamos desenvolvendo
valores em família com ela.
A tarefa de educar uma
criança não é fácil, há um provérbio africano que diz “é necessário uma
comunidade inteira para educar uma criança”.
Investir mais tempo com a
criança, tornando os momentos sólidos, e ensino a lidar com a liquedez que
vivemos, é algo urgente.
Penso
que primeiro somos nós os adultos que colocamos essas necessidades de consumo
na criança, por que todas as meninas precisam hoje ter festa vestida de
princesa? Por que hoje uma criança para ir ao restaurante precisa ter um tablet
na frente? Será porque nós adultos não estamos dispostos a conversar com essa
criança, gastar um tempo e brincar com os palitos, propor situações para
imaginar?
Vejo
que as crianças estão sempre insatisfeitas, nem terminaram a festa de
aniversário, já estão no próximo tema de decoração (seria o fenômeno fluidez,
em estágio mais avançado?)
Oi Márcia! Nossa que título bombástico! Adorei! Pois então, ... É querida. Nem tanto lá. Nem tanto cá. Minha opção foi sempre evitar exageros. Exageros não fazem bem a ninguém. Como sou formadora de opinião te revelo que minhas crianças tiveram seus equipamentos e mexeram na tecnologia da casa a partir da idade que tiveram interesse. E isso hoje em dia começa desde muito cedo. Os equipamentos estão dentro das nossas casas. Lembro de uma que caminhava se equilibrando no sofá da sala para apertar o botão da televisão e me olhar. Ganhava um sorrisão. E não era consciente. Eu achava mesmo divertido. Mais divertido ela apertar o botão da TV ligar e desligar a TV do que puxar a planta pela folha e virar terra para eu ter que limpar. Compreendes? Outra história era a filha que adorava pegar o controle remoto que estava em cima da cama, ao lado do pai. Pequena, pequinininha. O pai pegava ela no colo, em cima da cama e ela ao invés de ficar quietinha no colo mirava a mãozinha no controle remoto e roubava dele. Ríamos com vontade. Riamos mais do que quando ela colocava a mão dentro do prato de comida ou puxava um copo. Nessas oportunidades agíamos rápido e sem rir para não ter comida espalhada pelo chão. Veja como isso se inicia? E assim tiveram acesso bem cedo ao tablet, ao note, video game, ... Não me arrependo de nada disso. Na escola as minhas crianças eram consideradas normais. As crianças que os pais negavam acesso a qualquer tipo de tecnologia, ficavam na sala de aula com 4 ou 5 anos, atônitas frente as tecnologias. Outras crianças estranhavam que estas não sabiam passar o dedo na "Tela Touch Screen". Mas eu observava que em minutos estas também aprendiam observando as outras. Sim! Muitas reflexões e muitas práticas. Vida que segue! Sem exageros as crianças vão crescendo e se formando. Pense nisso! Abraço, Betynha ;0)
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